O vereador Tony Oliveira (Podemos) encaminhou uma representação à direção do Legislativo de Santa Maria para apurar a conduta de colegas de Câmara sobre suposta quebra de decoro parlamentar em relação ao protesto realizada pelo Diretório Central de Estudantes (DCE) contra o reajuste da passagem, na noite da última terça-feira (10).
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Os parlamentares alvo do pedido são Alice Carvalho (PSol) e os petistas Helen Cabral (PT), Marina Callegaro e Valdir Oliveira. Tony também estendeu a apuração sobre a conduta de assessores de Alice e do vereador Luiz Fernando Cuozzo Lemos (PDT) quanto a uma possível abertura de processo disciplinar.
No documento, Tony relata que os vereadores e esses assessores participaram do protesto e teriam sido “coniventes com a violência dos seus militantes em atos criminosos”. “O ato político – manifestação é legal e a pauta sem dúvida é importante –, porém, quando uma manifestação inclina-se para a violência, baderna, vandalismo, atos criminosos, perde-se toda a razão”, diz um trecho da representação, referindo-se a pichações em tapumes da obra da fachada da Câmara e a de placas de sinalização danificadas.
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Ele acrescenta que foram anexadas “provas”, como vídeos”, dos atos de vandalismo.
O pedido de apuração contra vereadores da oposição tende a acirrar os ânimos na Casa do Povo, onde o clima já é de alta tensão. O bloco oposicionista, aliás, criticou as limitações de público nas galerias adotadas desde a última quinta-feira pela direção da Câmara, que alegou adotar as medidas por questão de segurança devido ao prédio estar em obras.